Em 2017, a vida me surpreendeu com um golpe devastador: a descoberta de um tumor no intestino. O diagnóstico veio acompanhado de uma palavra que ecoou com urgência no meu peito: cirurgia imediata.
Em um piscar de olhos, fui lançada em um carrossel doloroso de consultas preparatórias e exames intermináveis. A angústia era tanta que o tempo parecia atropelar tudo e, em menos de um mês, lá estava eu, na frieza de um centro cirúrgico, entregando o meu corpo às mãos dos médicos para retirar aquele mal.
Mas a vida parecia reservar camadas ainda mais profundas para a minha dor. Quando o cirurgião abriu caminho para retirar o tumor, veio o choque: a endometriose profunda havia tomado conta de mim, revelando um cenário muito mais grave e complexo do que qualquer exame pudesse prever.
O tumor inicial foi retirado, mas o alívio durou apenas um suspiro. A notícia veio como uma nova tempestade: o meu corpo precisaria passar por tudo aquilo de novo. Em questão de poucos meses, eu teria que encarar, mais uma vez, a mesa de cirurgia e a dor do desconhecido.

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