Em 2017, o meu corpo deu o primeiro sinal. Descobri a presença de alguns nódulos na mama esquerda, e, naquele instante, um frio congelante percorreu a minha espinha.
Vieram os exames, a ansiedade sufocante da biópsia e a espera angustiante por um resultado. O veredito trouxe um suspiro de alívio: era um nódulo benigno. Um susto, mas sem perigo imediato. Naquele momento, tudo parecia sob controle; o protocolo era simples, bastava manter o olhar atento e acompanhar a evolução a cada seis meses.
E assim eu fiz. Religiosamente.
A cada seis meses, eu voltava àquele consultório. Refazia a mamografia, encarava o gel frio do ultrassom e segurava o respiro no escuro da sala de exames, torcendo em silêncio para que a vida continuasse seguindo o seu curso em paz.
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| Praia do Porto - Imbituba/SC |

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