Enquanto eu tentava reunir forças para encarar a cirurgia do intestino, o meu próprio corpo parecia me dar outro alerta silencioso: eu sentia, dia após dia, aquele cisto crescendo consideravelmente. Uma presença constante, um aperto novo no peito.
A dúvida me corroía a alma. Em consultas aflitas com os médicos, eu questionava em lágrimas: o que fazer primeiro? Esperar o resultado da biópsia da mama ou ir direto para a mesa de cirurgia? Minha mente era um redemoinho de perguntas sem respostas, um turbilhão onde o medo tentava tomar o controle a cada segundo.
Mas o tempo não era meu aliado. Eu não tinha o luxo de esperar. A cirurgia do intestino não permitia trégua — era urgente, inevitável, uma questão dolorosa de vida ou morte.
E a cirurgia aconteceu.
Quando fechei os olhos naquele centro cirúrgico, entreguei meu destino. E quando os abri, vi que o impossível tinha acontecido: tudo correu bem. Graças à infinita misericórdia de Deus e às mãos abençoadas da equipe médica, o milagre se fez presente. Contra todas as estatísticas e os medos que me paralisavam, eu não precisei usar a bolsa de colostomia.
O alívio inundou meu ser, mas a batalha ainda não tinha terminado. Com as marcas no corpo e o coração ainda palpitante, eu agora encarava outra espera sufocante: a ansiedade quase insuportável pelo resultado da biópsia daquele cisto na mama.


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