A minha primeira tentativa foi reencontrar a médica que acompanhou o início de tudo, aquela que investigou o primeiro nódulo na minha mama esquerda. Mas ela não estava lá. O chão pareceu tremer um pouco, mas não desisti: busquei uma segunda profissional. Quando tentei falar com ela, o mesmo balde de água fria — ela também não atendia mais naquele consultório. As secretárias insistiam, oferecendo outros nomes, mas o meu peito dizia que eu não podia entregar algo tão delicado a qualquer um. Recusei.
Com o coração na mão e o nervosismo crescendo, decidi que precisava achar a primeira médica custasse o que custasse. Liguei para dezenas de clínicas, uma atrás da outra, e a resposta era sempre a mesma dor de cabeça: nada.
Em meio ao desespero de ver o tempo correr, busquei socorro em quem já conhecia a minha história por inteiro: a minha ginecologista, que esteve ao meu lado desde quando descobri a endometriose. E ali, como um sopro de luz no meio do caos, o milagre da empatia aconteceu. Sem hesitar, ela pegou o telefone e ligou diretamente para a mastologista. Elas eram amigas. Em questão de minutos, o contato direto estava nas minhas mãos.
Consegui marcar a consulta. Um ufa gigante ecoou no meu peito — um alívio tão profundo e necessário que fez parecer que, finalmente, a vida me dava uma trégua para voltar a respirar.





